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Estoques acima do esperado na China fazem preço do cobre recuar

SÃO PAULO - Os preços internacionais das commodities metálicas recuaram na sessão de hoje. Os temores com relação ao problema da dívida europeia foram somados aos dados sobre os altos estoques de cobre na China, aprofundando o clima já negativo nos mercados financeiros.

Na Bolsa de Metais de Londres (LME), o cobre disponível para três meses encerrou o pregão com recuo de 1,21%, aos US$ 7.348,00 por tonelada métrica. O alumínio também perdeu 1,36% no pregão, fechando aos US$ 2.209,50 por tonelada métrica. O níquel, por sua vez, apresentou queda de 3,10%, aos US$ 18.460,00.

Os investidores receberam mal a notícia de que os estoques de cobre na China ficaram acima do esperado no ano passado. A Associação da Indústria de Metais Não Ferrosos da China estima que os estoques chineses alcançaram 1,9 milhão de toneladas métricas no fim de 2010, enquanto muitos analistas esperavam um patamar próximo das 1,25 milhões de toneladas.

O nível de estoque do fim do ano passado corresponde a três meses de consumo do metal no país e provocou dúvidas com relação à continuidade da aceleração do consumo chinês, limitada pelas recentes políticas governamentais de aperto monetário.

O estanho - cujo recuo já soma 22,95% no acumulado do mês - apresentou alta de 0,22% nesta sessão, fechando aos U$$ 22.500,00 a tonelada métrica. Ontem, o maior produtor global do metal em vendas, a PT Timah, anunciou que vai manter as exportações do estanho suspensas até que a cotação da commodity se estabilize acima do patamar dos US$ 25 mil a tonelada métrica. O maior produtor do estanho é a Indonésia, que vende substancialmente o metal para os fabricantes de eletrônicos chineses.

(Vanessa Dezem | Valor)