Noticias

Estudo prevê que Brasil consumirá R$ 1,8 tri em máquinas

(26/06/2011) - O Brasil deve consumir R$ 1,76 trilhão em máquinas e equipamentos até 2014. A informação consta do estudo “Bens de capital devem ampliar peso na taxa de investimento”, realizado pela área de pesquisa econômica do BNDES. Os economistas Fernando Puga e Gilberto Borça Júnior, autores do estudo, estimam que até 2014 o total de investimentos na indústria brasileira e em infraestrutura chegarão a R$ 3,3 trilhões e que máquinas e equipamentos responderão por 52,6% desse total.

Para chegar a esse valor, os autores utilizaram dados prospectivos de investimento setoriais coletados pelo BNDES para o período 2011-2014 e a matriz de investimento agregada (MAI) de 2005 construída pela UFRJ, a qual, por agregação, permite decompor o investimento da economia setor a setor nos itens máquinas e equipamentos, construção e outros.

“A decomposição das projeções mostra que o segmento de máquinas e equipamentos terá uma importância ainda maior na Formação Bruta de Capital Fixo (FBKF) entre 2011 e 2014, do que em 2005, ano em que foi feita a comparação internacional da composição dos investimentos. A perspectiva é de R$ 1,8 trilhão de inversões em máquinas e equipamentos, com sua participação chegando a 52,6% (ou 11% do PIB) na FBKF brasileira, bem acima dos 48% (ou 7,9% do PIB) em 2005”, dizem os autores.

ÍNDICE ACIMA DA MÉDIA MUNDIAL - O estudo revela ainda que a taxa de investimento em máquinas e equipamentos do Brasil não é tão baixa quanto se imaginava na comparação com outros países. Aliás, nesse quesito está acima da média mundial.

Segundo os autores, a taxa de investimento total do País é de 17% do PIB, inferior até à média dos países da América do Sul. Mas, como dizem os autores, “para se avaliar as possibilidades da trajetória de crescimento de longo prazo de uma economia, melhor do que olhar a taxa agregada de investimento é observar a sua composição”.

Assim, direcionando o foco da análise para a participação do segmento de máquinas e equipamentos na formação bruta de capital fixo (FBKF), perceberam “que o Brasil encontrava-se ligeiramente acima da média mundial (7,9% contra 7,6%). Com isso, conclui-se que não há grandes defasagens entre o padrão de investimento das empresas brasileiras relativamente às internacionais no que tange aos gastos em bens de capital”.

O estudo completo pode ser acessado no link abaixo:
“Bens de capital devem ampliar peso na taxa de investimento