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Paralisação continua em fábricas de carros do Paraná e São Paulo

A semana começa com duas fábricas de automóveis paradas. A Volkswagen de São José dos Pinhais (PR) vai completar oito dias úteis de greve, período em que 6.480 modelos Fox, CrossFox e Golf deixaram de ser produzidos. A Honda de Sumaré (SP) soma três dias de paralisação, com perda de 1,8 mil unidades de Civic, City e Fit.

O motivo das paralisações são diferentes. Os 3,5 mil trabalhadores da Volks brigam pela Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Os 3,4 mil da Honda temem demissões por causa da queda da produção provocada por falta de componentes importados do Japão, resultado do terremoto de março.

"Na sexta-feira, a empresa sequer nos recebeu para negociar", diz Jair dos Santos, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região. Segundo ele, após dez dias de licença remunerada a partir do dia 23, a montadora retomará atividades com produção diária de 300 carros, ante 600 hoje. "A empresa diz que, se não encontrar solução para a turma excedente, terá de demitir". Ele cita 1.270 cortes, não confirmados pela Honda.

No Paraná, os metalúrgicos recusaram a proposta da empresa para que retornassem ao trabalho, a fim de abrir um canal de negociação. Eles pedem R$ 12 mil de PLR, com antecipação de R$ 6 mil. A empresa oferece R$ 4,6 mil agora e o restante a ser negociado no fim do ano, de acordo com metas de produção.

Na sexta-feira, os trabalhadores rejeitaram ainda possível proposta de antecipação de R$ 5,2 mil, valor acertado com os metalúrgicos de São Paulo. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, no fim de semana diretores da Volkswagen se reuniram com o governador do Paraná, Beto Richa, mas o tema discutido não foi revelado.



 

Fonte: O Estado de S.Paulo