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Indústria brasileira do aço espera retomada em 2020

(08/12/2019) - Se o desempenho da economia frustrou as expectativas do setor siderúrgico em 2019, o IABr - Instituto Aço Brasil se mostra otimista com as perspectivas do próximo ano: “Em 2020, a expectativa é de retomada”, informa a entidade em nota à imprensa. De acordo com o Instituto, os empresários do setor estão otimistas sobre o futuro. As previsões para o próximo ano são de alta de 5,3% na produção, chegando a 34,2 milhões de toneladas, enquanto as vendas internas devem ter aumento de 5,1%, somando 19,4 Mt. Já o consumo interno tem estimativa de crescimento de 5,2%, com volume de 21,8 Mt. Para o IABr, “esse otimismo baseia-se no fato de que a politica econômica do Governo vem assegurando as condições necessárias para que se tenha uma retomada do crescimento de forma sustentada”. E acrescenta: a aposta na construção civil, até então estagnada; a expectativa da retomada das obras de infraestrutura, e uma maior participação da indústria nacional no setor de óleo e gás e energia renovável, consolidam essa percepção. “Ressalte-se, entretanto, apesar desse cenário, a necessidade absoluta da indústria brasileira do aço em incrementar suas exportações para melhorar o grau de utilização de sua capacidade instalada hoje em níveis extremamente baixos (64%). Para tanto é necessário que seja corrigido o chamado Custo Brasil, agora oficialmente mensurado pelo Governo, como também removidas as barreiras impostas às nossas exportações como aquela recentemente adotada pelo Governo americano (* veja o posicionamento do setor abaixo) 2019 - Para a entidade, o desempenho da economia em 2019 frustrou as expectativas, fazendo com que a esperada retomada do crescimento não ocorresse na velocidade e intensidade desejadas. Mercado interno deprimido no 1º semestre, mercado externo em turbulência associado aos problemas enfrentados no abastecimento de minério de ferro, devido à tragédia de Brumadinho, levaram a indústria brasileira do aço a apresentar resultados abaixo das previsões. As estimativas do Instituto para este ano são de queda nas vendas internas de 2,3% em relação a 2018, somando 18,5 milhões de toneladas, e de 2,4% no consumo aparente, que deve atingir 20,7 milhões de toneladas. No tocante à produção, a indústria brasileira do aço deve ter queda de 8,2%, somando 32,5 milhões de toneladas este ano. As importações devem aumentar 2,1% em relação a 2018, totalizando 2,5 Mt e as exportações devem cair 6,7%, devendo atingir 13,0 Mt. (*) “RETOMADA DE TARIFAS AO AÇO - O Instituto Aço Brasil recebe com perplexidade a decisão anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de restaurar as tarifas de importação de aço e alumínio provenientes do Brasil e da Argentina, sob o argumento de que estes países têm liderado uma desvalorização maciça de suas moedas, e que isso não é bom para os agricultores dos EUA. O Instituto Aço Brasil reforça que o câmbio no País é livre, não havendo por parte do governo qualquer iniciativa no sentido de desvalorizar artificialmente o Real e a decisão de taxar o aço brasileiro como forma de “compensar” o agricultor americano é uma retaliação ao Brasil, que não condiz com as relações de parceria entre os dois países. Por último, tal decisão acaba por prejudicar a própria indústria produtora de aço americana, que necessita dos semiacabados exportados pelo Brasil para poder operar as suas usinas”.