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Metade dos setores industriais ficou no vermelho em 2018

(24/02/2019) - A indstria brasileira continua no apenas longe da recuperao no ano passado, como deu sinais de que regrediu ainda mais. De acordo com o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica, nada menos do que metade dos 26 setores industriais tradicionalmente acompanhados pelo rgo ficou no vermelho em 2018. O cenrio no melhora quando estes setores so desagregados, como o fez o Iedi - Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial. Segundo levantamento da entidade, publicado na edio de 15 de fevereiro de sua Carta Iedi, o voo para baixo ocorreu com 46% de 93 segmentos industriais. Para 57% do total destes segmentos, 2018 foi pior do que 2017. Pelos dados do Iedi, dentre os 50 segmentos com crescimento em 2018, 41 conseguiram resultado melhor do que o da indstria como um todo, ou seja, menos da metade (44%) do total cresceu mais do que o nfimo 1,1% registrado de janeiro a dezembro do ano passado. Como termo de comparao, em 2017, 45 segmentos (48%) avanaram mais do que o resultado geral do setor (2,5%). Embora pouco mais da metade dos segmentos tenha ficado no azul em 2018, eles tambm no conseguiram se livrar da desacelerao. Dos 93 segmentos, 53 registraram resultado mais fraco do que aquele de 2017 - ou seja, 57% do total. Esta proporo mais do o triplo daquela verificada em 2017. Outro dado preocupante que 23 segmentos que cresceram em 2017 voltaram para a faixa negativa em 2018. Dentre eles esto bens de capital (mquinas e equipamentos); bens de consumo durveis (foges, refrigeradores e mquinas de lavar e mveis); bens de consumo semi e no durveis (calados, confeco de vesturio, tecelagem); alm de alguns segmentos intermedirios, como resinas e elastmeros, componentes eletrnicos e gases industriais, por exemplo. Ou seja, uma viso infrassetorial indica que de 2017 para 2018 o nmero de segmentos industriais a despencar morro abaixo triplicou. J aqueles que voltaram para o vermelho aumentaram 20%. E nada no horizonte aponta a melhora da situao em 2019, pois a economia continua estagnada e um projeto consistente de poltica industrial ainda no foi apresentado pelo novo governo.