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Ambiente de negócios já mudou, segundo empresas do setor

(11/11/2018) - Passadas as eleições presidenciais, uma onda de otimismo parece ter envolvido executivos e empresas do setor metal-mecânico. Esta impressão era evidente durante o IV Encontro Tecnológico Bener-Makino, realizado na semana passada na sede da Bener, em Vinhedo (SP), um dos primeiros eventos do setor no pós-eleições. Para a maior parcela dos presentes, o ambiente de negócios já mudou e a retomada dos investimentos certamente terá início no próximo ano. A única dúvida que parece existir é sobre qual será o ritmo da retomada. Para Ricardo Lerner, diretor da Bener e organizador do evento, não há dúvidas de que haverá crescimento em 2019 “e um crescimento expressivo”. Lerner considera que o próprio evento como um indicativo desse processo: o número de inscritos para visitar o evento aumentou significativamente assim que foram definidas as eleições presidenciais. Em sua avaliação, esse a expansão (no caso da Bener, que atua no mercado de distribuição de máquinas) deve ocorrer tanto em consequência da mudança nos rumos da economia, quanto pela necessidade de a indústria investir em máquinas de maior agregado tecnológico, caso de suas representadas Makino, Hyundai, Akira Seiki e Tornos. Gerente Comercial da FKL Prensas, Breno Vargas, observa que “nossa esperança é que com as mudanças previstas na economia serão alcançados os objetivos de crescimento”. Em sua opinião, o primeiro ano será o mais difícil, mas deverá permitir um crescimento ordenado de 2 a 3% do PIB no próximo ano, para ativar o mercado e sinalizar a tendência. “Nossa expectativa é que essa mudança traga os investimentos de volta”. “A expectativa é boa, porque o mercado como um todo tem demonstrado um nível de otimismo que não se via nos últimos quatro anos”, observou Denis Frank Carvalho, gerente da divisão de CNC da Mitsubishi Electric do Brasil. “Ainda é cedo para se afirmar qualquer coisa, mas pela movimentação que se vê das empresas o mercado está caminhando na direção do crescimento e 2019 vai ser melhor que 2018”. “2019 será ainda um ano de transição, mas já dentro de uma perspectiva melhor, de boas expectativas”, disse Adalberto de Moraes, diretor Comercial da Machsystem. “O mercado saiu daquela fase de desejo de que os pedidos chegassem e está entrando agora num ritmo de recebimento de pedidos de ofertas”. “Agora já está definido um caminho e esse caminho leva ao crescimento”, afirmou Edson Trusko, diretor da Probe System. Em sua opinião, os próximos meses serão de sedimentação desta ideia entre os empresários da indústria, que deve levar à conclusão de que “é preciso retomar os investimentos, porque ficaram muito tempo parados”. Fábio Magnabosco, gerente de Vendas da Bucci Industries (Giuliani e Sinteco), considera que o resultado das eleições trouxe maior confiança aos empresários, levando ao crescimento do número de solicitações de ofertas para sua empresa. “2019 vai ser melhor. Não acredito em milagres. A retomada deve ser gradual, mas vai ser interessante”, ponderou. “Os primeiros meses de 2019 é que irão mostrar como serão os próximos quatro anos. Até aqui o que temos é esperança”, comentou Marcos Cavalini, diretor da CGTech/Vericut no Brasil. Em sua avaliação, já é possível notar algumas diferenças no comportamento do mercado. “Muitas empresas estavam aguardando o resultado das eleições para definir inclusive a renovação de contratos de manutenção, o que já está ocorrendo, e outras já demonstram maior abertura para futuros investimentos”. De acordo com Luís Gustavo Janjacomo, gerente de Aplicações e Vendas da IEMCA, as perspectivas para o mercado brasileiro no próximo ano são as melhores possíveis. “Já se sente que, após as eleições, criou-se um cenário de otimismo. A maior clareza em termos políticos (e a nossa economia está muito ligada à política) era justamente o que as indústrias estavam buscando”, disse. “Ainda é cedo para afirmar que 2019 será um ano de retomada de altos volumes, mas nesse novo cenário a tendência é de crescimento”.