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Pré-sal e o nacionalismo pueril

Diário da Manhã
Wagner Vargas

Para “melhorar” a situação, boa parte das empresas e materiais a serem contratados são nacionais. Ora, mas o que isso traz de bom para o brasileiro? O leitor costuma vibrar quando vai ao supermercado e vê uma empresa nacional na prateleira, em destaque? Ou prefere buscar o melhor produto, ao preço menor?

Obrigar que 60% dos equipamentos para a extração do pré-sal sejam nacionais, apenas, favorece certos grupos empresariais, tornando-os isentos da competição com empresas mais eficientes e de investir em inovação e buscar preços competitivos. Assim, também, não vai lhes custar nada dar uma ajudinha para o caixa de campanha, outrora, não é mesmo? O governo ganha votos e o status de que está fazendo algo pelo Brasil.

Para quem enxerga a privatização como transferência de riqueza pública para o bolso privado, sinto lhes dizer, mas os companheiros Petistas não precisam do setor privado para isso. A transferência de muitos recursos públicos para o bolso de poucos vai continuar sendo feita enquanto as pessoas não entenderem que um ativo nas mãos do Estado nem de longe é sinônimo de algo nas mãos do Povo.

O Estado é apenas um grupo de pessoas de interesses individuais, assim como as empresas. A diferença é que os estadistas não estão administrando o próprio patrimônio, portanto, a eficiência e o lucro não são prioridade. Ademais, um picareta não depende da população, mas, apenas, que seus marketeiros escrevam belos discursos, a terem efeitos nocivos na ingenuidade de milhões de idiotas que os perpetuarão no poder.

Para fechar, um belo discurso feito de um marketeiro para uma campanha eleitoral em espaço público: “meus amigos e minhas amigas (acalmem-se) o Pré-sal, é nosso!”. Muita gente ainda não entende que para os que estão no poder, partido e Estado são a mesma coisa, o que cobre esse discurso de razão, pois, realmente, o Pré-sal é deles (companheiros), o custo que é nosso!

(Wagner Vargas, jornalista, especialista do Instituto Liberal/RJ)