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Petrobras fecha licitação recorde, de 26 sondas

Por Leila Coimbra e Sabrina Lorenzi

RIO DE JANEIRO, 9 Fev (Reuters) - A Petrobras anunciou a maior licitação da sua história nesta quinta-feira, com a contratação de 26 sondas de perfuração que serão construídas no Brasil, conforme antecipou a Reuters.

Os contratos da encomenda bilionária serão divididos entre as duas empresas que disputavam a licitação: a Sete Brasil, constituída por fundos de pensão e bancos de investimento, e que conta com capital de 10 por cento da própria Petrobras; e a Ocean Rig do Brasil, ligada ao empresário German Efromovich.

A Sete Brasil terá contrato de afretamento de 21 unidades de perfuração pela taxa média diária de 530 mil dólares, enquanto a Ocean, de cinco unidades, com taxa diária média de 548 mil dólares.

Os contratos entre a Petrobras e as duas empresas terão prazo de 15 anos, informou a empresa.

O número de unidades de perfuração anunciado supera o total inicialmente previsto pela estatal, de contratar 21 sondas, conforme antecipou a Reuters na quarta-feira, um dia antes da decisão ser oficializada pelo Conselho de Administração da companhia.

"Em função das condições apresentadas pelas empresas e a demanda existente para o desenvolvimento dos projetos futuros, a Companhia optou por se beneficiar das condições negociadas e contratar cinco unidades adicionais ao originalmente planejado", justificou a companhia em comunicado.

As sondas fazem parte do plano da Petrobras de fomentar a indústria naval do país e garantir equipamentos para a exploração do pré-sal.

O conteúdo nacional das sondas previsto nos contratos varia entre 55 e 65 por cento, informou a Petrobras. O prazo de entrega é varia de 4 a 7,5 anos.

"A implementação do projeto considera a construção de novos estaleiros no país, além da utilização da infra-estrutura já existente", disse a estatal em nota.

O pacote inicial previa a construção de 28 sondas no país, das quais sete unidades já foram contratadas junto à Sete Brasil e devem ser construídas no estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco, controlado pelas construtoras Camargo Correa e Queiroz Galvão, além da sul-coreana Samsung.

Ou seja, com a contratação das 26 anunciada nesta quinta-feira, o pacote sobe para 33 sondas.

Os contratos preveem a possibilidade de redução de preços, dependendo das condições de financiamento oferecidas pelo Bannco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aos equipamentos de perfuração.

"A expectativa é que as taxas diárias médias possam ser reduzidas para os valores de até 500 mil dólares no contrato com a Sete Brasil e 535 mil dólares no contrato com a Ocean Rig. Esses valores podem ainda ser reduzidos caso as partes identifiquem e acordem mecanismos para redução de custos", afirmou a companhia.

(Com reportagem de Jeb Blount)